Os 11 maiores confrontos entre brasileiros na Libertadores

Com o São Paulo e o Corinthians convivendo no mesmo grupo da Copa Libertadores de 2015, o clássico Majestoso fez sua estreia no torneio continental sul-americano este ano. No primeiro jogo, fácil vitória alvinegra por 2-0 – mas os times voltam a se encontrar na última rodada, provavelmente com a classificação em jogo, e no Morumbi. Promessa de bom embate.

O encontro entre os rivais paulistanos é um dos principais dérbis do futebol brasileiro, e seu mero acontecimento dentro de uma Libertadores já dá a esta edição da competição um caráter mais charmoso. Em homenagem a isso, o Onze Ideal elenca aqui os 11 maiores duelos entre equipes brasileiras que a Copa Libertadores da América já teve o prazer de oferecer

11. Cruzeiro x Internacional, 1976 (fase de grupos)

É o único confronto desta lista que não aconteceu em contexto de mata-mata – mas, às vezes, é necessário saber apreciar um jogo de futebol apenas pelo que ele foi em si mesmo, e não pelo que antecipou ou representou. Cruzeiro e Internacional, finalistas do Campeonato Brasileiro de 1975, se reencontraram no grupo 3 da Libertadores de 1976 (que também tinha os paraguaios Olimpia e Sportivo Luqueño). Eram duas verdadeiras seleções, possivelmente os melhores times do Brasil na década. Se o Inter havia levado a melhor no nacional, foi a vez de o esquadrão celeste sair por cima. Já na primeira rodada, uma partida épica no Mineirão terminou em 5-4 para os donos da casa. Foi um jogo de gato e rato, com o Cruzeiro abrindo dois e o Internacional sempre correndo atrás, buscando empates e pressionando. A partida contou com duas raríssimas falhas do zagueiro colorado Elías Figueroa e atuaçõe de gala da dupla celeste Palhinha-Joãozinho. Dias mais tarde o Cruzeiro faria 2-0 em Porto Alegre e, invicto na chave, prosseguiria como primeiro colocado rumo ao título continental. O Inter teve um prêmio de consolação: no fim do ano, conquistou o bicampeonato brasileiro.

CRUZEIRO 5-4 INTERNACIONAL – 07.03.1976 – Mineirão, Belo Horizonte
CRUZEIRO: Raul; Nelinho, Moraes, Darcy, Vanderlei; Zé Carlos, Eduardo, Roberto Batata (Isidoro); Jairzinho, Palhinha, Joãozinho
Téc: Zezé Moreira
INTERNACIONAL: Manga; Cláudio (Valdir), Figueroa, Hermínio, Vacaria; Caçapava, Falcão, Valdomiro; Escurinho, Flávio (Ramon), Lula
Téc: Rubens Minelli
GOLS: Palhinha (2), Lula, Joãozinho, Valdomiro, Zé Carlos (contra), Joãozinho, Ramon, Nelinho
EXPULSÃO: Palhinha

INTERNACIONAL 0-2 CRUZEIRO – 28.03.1976 – Beira-Rio, Porto Alegre
INTERNACIONAL: Manga; Cláudio (Valdir), Figueroa, Hermínio, Vacaria; Caçapava, Falcão, Valdomiro; Escurinho, Ramon (Flávio), Lula (Jair)
Téc: Rubens Minelli
CRUZEIRO: Raul; Nelinho, Moraes, Ozires, Vanderlei; Piazza, Zé Carlos, Eduardo; Jairzinho, Palhinha, Joãozinho
Téc: Zezé Moreira
GOLS: Jairzinho, Joãozinho

10. Grêmio x Palmeiras, 1995 (quartas-de-final)

Um total de 11 gols em dois jogos. Foi o saldo do encontro entre Grêmio e Palmeiras, os dois únicos representantes brasileiros na Libertadores de 1995, na fase de quartas-de-final. O tricolor gaúcho seria campeão do torneio, mas antes teria que ir da euforia às portas do desespero contra o Palmeiras da era Parmalat, bicampeão brasileiro. No jogo de ida, passeio gremista: 5-0 no Olímpico, e a certeza da classificação. A partida de volta seria mera formalidade. No dia do embarque para São Paulo, porém, surgiu a notícia de que o goleiro Danrlei havia sido suspenso pela Conmebol, por ter agredido o palmeirense Válber no primeiro duelo – na ocasião, o juiz deixara passar e o arqueiro não levara nem cartão amarelo. O reserva, Murilo, recuperava-se de uma fratura na mão, mas teria que jogar mesmo assim. Em campo, as coisas pareciam dar certo para o Grêmio quando Jardel abriu o placar. O Palmeiras, que tinha três desfalques, teria que marcar seis vezes só para levar a decisão para os pênaltis. Impossível? Pois fizeram cinco, praticamente devolvendo o placar da ida. Apesar da pressão, porém, o sexto não veio. O Grêmio respirou aliviado com o apito final e seguiu adiante.

GRÊMIO 5-0 PALMEIRAS – 26.07.1995 – Olímpico, Porto Alegre
GRÊMIO: Danrlei; Arce (Scheidt), Rivarola, Adílson, Roger; Dinho, Luís Carlos Goiano, Arílson, Carlos Miguel (Alexandre); Paulo Nunes, Jardel (Nildo)
Téc: Luiz Felipe Scolari
PALMEIRAS: Sérgio; Cafu, Antônio Carlos, Cléber, Roberto Carlos; Amaral (Alex Alves), Flávio Conceição, Mancuso, Válber; Müller (Daniel Frasson), Rivaldo
Téc: Carlos Alberto Silva
GOLS: Arce, Arílson, Jardel (3)
EXPULSÕES: Dinho, Válber, Rivaldo

PALMEIRAS 5-1 GRÊMIO – 02.08.1995 – Palestra Itália, São Paulo
PALMEIRAS: Sérgio, Índio, Antônio Carlos, Cléber, Wagner; Amaral (Magrão), Mancuso, Cafu, Paulo Isidoro; Müller, Alex Alves (Maurílio)
Téc: Carlos Alberto Silva
GRÊMIO: Murilo; Arce, Rivarola, Scheidt, Roger; Adílson, Luís Carlos Goiano, Arílson (André Vieira), Carlos Miguel; Paulo Nunes (Vágner Mancini), Jardel (Nildo)
Téc: Luiz Felipe Scolari
GOLS: Jardel, Cafu, Amaral, Paulo Isidoro, Mancuso, Cafu

9. São Paulo x Palmeiras, 1994 (oitavas-de-final)

Um ano antes de cair diante do Grêmio, o milionário Palmeiras dos anos Parmalat já havia sofrido uma decepção na Libertadores – mas na forma de um clássico regional, o primeiro da nossa lista. O São Paulo era o atual bicampeão continental, e, nessa condição, só precisou estrear no torneio na fase de mata-mata. Quis o destino que os paulistas se encontrassem. Com seu elenco estrelado, o Palmeiras era favorito, mesmo não tendo feito uma boa fase de grupos (classificara-se em terceiro no grupo, quando o regulamento ainda permitia isso). O São Paulo precisou botar em campo um time misto, e foi o goleiro Zetti que garantiu o empate sem gols no Pacaembu, com uma partida brilhante. A segunda partida foi no Morumbi, e dessa vez foi o atacante Euller que definiu o resultado, marcando duas vezes e tirando a classificação do alcance do rival. O Palmeiras ainda terminaria o ano com o segundo título nacional consecutivo nas mãos. O São Paulo avançaria para sua terceira final de Libertadores seguida, mas perderia para o Vélez Sársfield nos pênaltis.

PALMEIRAS 0-0 SÃO PAULO – 27.04.1994 – Pacaembu, São Paulo
PALMEIRAS: Fernández, Cláudio, Antônio Carlos, Cléber, Roberto Carlos; César Sampaio, Mazinho (Amaral), Rincón, Zinho; Edmundo (Edílson), Evair
Téc: Vanderlei Luxemburgo
SÃO PAULO: Zetti; Cafu, Júnior Baiano, Gilmar, André Luiz; Doriva, Axel, Leonardo (Juninho Paulista), Jamelli (Vítor); Euller, Müller
Téc: Telê Santana

SÃO PAULO 2-1 PALMEIRAS – 24.07.1994 – Morumbi, São Paulo
SÃO PAULO: Zetti, Vítor, Júnior Baiano, Gilmar, André Luiz; Válber, Axel, Cafu (Juninho Paulista), Palhinha (Ronaldo Luiz); Euller, Müller
Téc: Telê Santana
PALMEIRAS: Fernández, Cláudio (Jean Carlo), Antônio Carlos, Cléber, Roberto Carlos; César Sampaio, Mazinho, Zinho, Edílson; Edmundo, Evair
Téc: Vanderlei Luxemburgo
GOLS: Euller (2), Evair
EXPULSÃO: Cléber

8. Corinthians x Vasco, 2012 (quartas-de-final)

Ambos os times viviam momentos de redenção. O Corinthians, cinco anos depois de ser rebaixado no Campeonato Brasileiro, avançava na Libertadores como campeão nacional e com um time fortíssimo. O Vasco vivera seu próprio drama de descenso, em 2008, e agora retornava à Libertadores após 11 anos de ausência como campeão da Copa do Brasil. Esbarraram um no outro nas quartas-de-final, em um duelo que teve mais tensão do que bola na rede. Na ida, em São Januário, a forte chuva que caiu no Rio de Janeiro impediu um embate técnico. Num lance de bola parada, no segundo tempo, o Vasco chegou a ter um gol anulado por impedimento. Prevaleceu o 0-0 e a decisão ficou para o Pacaembu. Lá, no início do segundo tempo, o técnico corintiano Tite foi expulso por reclamação. Não se fez de rogado: foi para as arquibancadas e passou a acompanhar o jogo e dar instruções para os jogadores perto do alambrado, no meio da torcida. Pouco depois, Diego Souza, meia do Vasco, desperdiçou uma chance gigantesca: arrancou sozinho depois de roubar uma bola no campo de defesa e chutou colocado, mas o goleiro Cássio fez uma defesa quase impossível, com a ponta dos dedos. Os nervos à flor da pele da Fiel só desabrocharam, em êxtase, quando o volante Paulinho, já no fim do segundo tempo e com prorrogação à vista, saltou nas estrelas e acertou uma cabeçada após uma cobrança de escanteio para fazer o único gol do confronto. Tite foi engolido pelos torcedores na comemoração, e o Corinthians avançava para sagrar-se campeão de sua primeira Libertadores.

VASCO 0-0 CORINTHIANS – 16.05.2012 – São Januário, Rio de Janeiro
VASCO: Fernando Prass; Fágner, Renato Silva, Rodolfo, Thiago Feltri; Rômulo, Nilton, Juninho Pernambucano (Felipe), Diego Souza (Carlos Alberto); Éder Luís, Alecsandro
Téc: Cristóvão Borges
CORINTHIANS: Cássio; Alessandro, Chicão, Leandro Castán, Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Alex (Douglas), Danilo (Elton); Jorge Henrique, Emerson Sheik (Willian)
Téc: Tite

CORINTHIANS 1-0 VASCO – 23.05.2012 – Pacaembu, São Paulo
CORINTHIANS: Cássio; Alessandro, Chicão, Leandro Castán, Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Alex, Danilo; Jorge Henrique (Willian), Emerson Sheik (Liédson)
Téc: Tite
VASCO: Fernando Prass; Fágner, Renato Silva, Rodolfo, Thiago Feltri (Felipe); Rômulo, Nilton, Juninho Pernambucano, Diego Souza; Éder Luís (Carlos Alberto), Alecsandro
Téc: Cristóvão Borges
GOL: Paulinho
EXPULSÕES: Tite, Juninho Pernambucano

7. Fluminense x São Paulo, 2008 (quartas-de-final)

Se o Vasco quebrou jejum de 11 anos ao chegar à Libertadores de 2012, o Fluminense de 2008 superou essa marca com muita sobra: faziam 23 temporadas que o tricolor carioca não disputava o principal torneio da América do Sul. A campanha notável, porém, parecia que pararia no forte São Paulo, atual bicampeão brasileiro (e a caminho do tri) e finalista recente da Libertadores em duas oportunidades. O favoritismo são-paulino se fez valer no jogo de ida, no Morumbi, com uma vitória magra, como era característica daquele time: 1-0. O Maracanã estava fazendo a diferença para o Flu, e teria que continuar. O contestado centroavante Washington abriu o placar já no início do duelo de volta, e o time manteve pressão. O São Paulo empatou no segundo tempo, complicando a situação dos donos da casa. Pelas regras do gol qualificado, não bastava ao Fluminense agora vencer pela mesma diferença, pois o gol fora de casa dos paulistas dava a vantagem. Seria preciso marcar mais dois. O segundo veio quase imediatamente. Já nos acréscimos, no último lance da partida – um escanteio – apareceu Washington de novo. Ele escorou de cabeça para dentro do gol, garantindo o time das Laranjeiras na semi. Ficou célebre a imagem do técnico Renato Gaúcho, ídolo do Flu quando jogador, sentado no gramado vazio após o apito final, emocionado, recebendo a ovação das arquibancadas. A equipe só cairia na decisão, diante da LDU.

SÃO PAULO 1-0 FLUMINENSE – 14.05.2008 – Morumbi, São Paulo
SÃO PAULO: Rogério Ceni; Zé Luís, Alex Silva, Miranda; Jancarlos, Fábio Santos, Hernanes, Richarlyson; Hugo; Dagoberto (Aloísio), Adriano
Téc: Muricy Ramalho
FLUMINENSE: Fernando Henrique; Gabriel, Luiz Alberto, Roger, Júnior César; Ygor, Arouca, Cícero, Thiago Neves (Conca); Dodô, Washington
Téc: Renato Gaúcho
GOL: Adriano

FLUMINENSE 3-1 SÃO PAULO – 21.05.2008 – Maracanã, Rio de Janeiro
FLUMINENSE: Fernando Henrique; Gabriel (Alan), Thiago Silva, Luiz Alberto, Júnior César; Ygor (Maurício), Arouca (Dodô), Cícero, Conca, Thiago Neves; Washington
SÃO PAULO: Rogério Ceni; Zé Luís, Alex Silva, Miranda; Jancarlos (Joílson), Fábio Santos, Hernanes, Richarlyson; Hugo (Jorge Wagner); Dagoberto (Aloísio), Adriano
Téc: Muricy Ramalho
GOLS: Washington, Adriano, Dodô, Washington
EXPULSÃO: Joílson

6. Palmeiras x Corinthians, 1999 (fase de grupos e quartas-de-final)

O principal clássico do futebol paulista aconteceu duas vezes na Libertadores de 1999. Palmeiras e Corinthians se encontraram no grupo 3, que também tinha Olimpia e Cerro Porteño. Os confrontos foram equilibrados: uma vitória e dois gols para cada lado. Prosseguiram ambos, e voltaram a se trombar nas quartas – dessa vez, era vencer ou cair. A tensão refletiu-se na disciplina: foram 12 cartões amarelos e dois vermelhos distribuídos entre os times nos dois jogos. O fator decisivo desse mata-mata foi um elemento inesperado: o goleiro palmeirense Marcos. Reserva até o fim da fase de grupos, foi forçado a campo por uma contusão do titular Velloso. Foi nas quartas que começou a construir sua canonização. Na primeira partida, triunfo alviverde por 2-0. O placar engana: o Corinthians criou dúzias de chances e sempre parou nas mãos de Marcos, em grande noite. O Timão conseguiu devolver os números na volta, levando a decisão para os pênaltis. O Palmeiras converteu todos os seus. Marcos defendeu o chute de Vampeta, e ainda contou com uma cobrança para fora de Dinei. A eliminação do arquirrival com atuações de gala originaram o apelido de “São Marcos”, que o goleiro carregou para o resto da carreira – é claro que ajudou muito para sua santidade o fato de o Palmeiras ter sido campeão daquela Libertadores. Já o Corinthians foi (bi)campeão brasileiro no fim do ano, o que garantiu que ambos os times estariam de volta ao torneio no ano seguinte. Voltariam a protagonizar grandes momentos, como veremos adiante.

PALMEIRAS 2-0 CORINTHIANS – 05.05.1999 – Morumbi, São Paulo
PALMEIRAS: Marcos; Arce, Júnior Baiano, Cléber, Rubens Júnior; Galeano, César Sampaio, Zinho, Alex (Rogério); Paulo Nunes (Jackson), Oséas (Evair)
Téc: Luiz Felipe Scolari
CORINTHIANS: Nei, Índio (Rodrigo), Nenê, Gamarra, Sylvinho; Amaral, Vampeta, Ricardinho (Dinei), Marcelinho Carioca; Edílson, Fernando Baiano
Téc: Oswaldo de Oliveira
GOLS: Oséas, Rogério

CORINTHIANS 2-0 PALMEIRAS – 12.05.1999 – Morumbi, São Paulo
CORINTHIANS: Maurício; Índio (Rodrigo), Nenê, Gamarra, Sylvinho; Vampeta, Rincón, Ricardinho (Amaral), Marcelinho Carioca; Edílson, Fernando Baiano (Dinei)
Téc: Oswaldo de Oliveira
PALMEIRAS: Marcos; Arce, Júnior Baiano, Cléber, Júnior; Galeano (Euller), César Sampaio, Zinho, Alex (Rogério); Paulo Nunes, Oséas (Evair)
Téc: Luiz Felipe Scolari
GOLS: Edílson, Ricardinho
EXPULSÕES: Edílson, Júnior

5. São Paulo x Atlético Paranaense, 2005 (final)

Por muitos anos o regulamento da Libertadores agrupava times do mesmo país na fase de grupos (ou nas fases, quando havia mais de uma), restringindo a classificação de equipes compatriotas às fases decisivas e evitando que elas se encontrassem nas decisões. O sistema mudou nos anos 2000, abrindo caminho para o acontecimento inédito do torneio de 2005: uma final entre dois times do mesmo país. O Brasil foi o privilegiado, e seus representantes eram o São Paulo e o Atlético Paranaense, respectivamente terceiro e segundo colocados no Campeonato Brasileiro do ano anterior. O Atlético não pôde usar seu estádio, a Arena da Baixada, porque a Conmebol exigia uma capacidade mínima de 40 mil lugares para os palcos da final – a Arena abrigava, na época, apenas 25 mil. A determinação gera reclamações dos atleticanos até hoje. Por causa disso o primeiro jogo foi no Beira-Rio, em Porto Alegre, e terminou empatado. Na volta, o tricolor venceu fácil no Morumbi e ficou com o título continental, seu terceiro. Apesar da pouca competitividade e ausência de rivalidade regional, este confronto entra na lista por ter decidido o título.

ATLÉTICO PARANAENSE 1-1 SÃO PAULO – 06.07.2005 – Beira-Rio, Porto Alegre
ATLÉTICO: Diego; Jancarlos (André Rocha), Danilo, Durval, Marcão; Cocito, Alan Bahia, Fabrício, Fernandinho (Evandro); Lima, Aloísio
Téc: Antônio Lopes
SÃO PAULO: Rogério Ceni; Fabão, Lugano, Alex; Cicinho, Josué, Mineiro, Júnior; Danilo; Amoroso, Luizão
Téc: Paulo Autuori
GOLS: Aloísio, Durval (contra)

SÃO PAULO 4-0 ATLÉTICO PARANAENSE – 14.07.2005 – Morumbi, São Paulo
SÃO PAULO: Rogério Ceni; Fabão, Lugano, Alex; Cicinho, Josué, Mineiro, Júnior (Fábio Santos); Danilo; Amoroso (Diego Tardelli), Luizão (Souza)
Téc: Paulo Autuori
ATLÉTICO: Diego; Jancarlos, Danilo, Durval, Marcão (Rodrigo); Cocito, André Rocha (Alan Bahia), Fabrício, Evandro; Lima (Fernandinho), Aloísio
Téc: Antônio Lopes
GOLS: Amoroso, Fabão, Luizão, Diego Tardelli

4. Santos x Botafogo, 1963 (semifinal)

No início dos anos 60, o futebol brasileiro tinha dois níveis: Santos e Botafogo em um, e o resto do país no outro. As equipes eram a base da seleção brasileira bicampeã mundial, escalando nomes como Pelé, Garrincha, Gilmar, Nilton Santos, Zito e Zagallo. Em 1962, decidiram a Taça Brasil em um confronto histórico. No ano seguinte, se reencontraram na Libertadores. Era a primeira vez que o Brasil tinha dois representantes no torneio. O Santos já tinha vaga garantida por ter sido campeão no ano anterior, e só precisou estrear nas semifinais. Assim, o lugar do campeão brasileiro coube ao Botafogo, que fez campanha perfeita na fase de grupos. O primeiro encontro foi no Pacaembu, e o alvinegro carioca quase saiu com a vitória. Depois de Jair Bala abrir o placar, foi preciso um gol de Pelé, ao 45 do segundo tempo, para dar respiro ao Peixe. Com o jogo de volta no Maracanã, eram boas as chances de o Botafogo eliminar os campeões e arrancar a vaga para a final. Mas, de novo, Pelé brilhou: ainda no primeiro tempo marcou três vezes, efetivamente tirando a partida do alcance do adversário. Lima fechou a goleada, assegurando ao Santos a segunda final consecutiva – e, nela, viria o segundo título. O Botafogo, por incrível que pareça, não conseguiu voltar à Libertadores nos anos 60 para dar uma segunda chance à sua gloriosa geração.

SANTOS 1-1 BOTAFOGO – 22.08.1963 – Pacaembu, São Paulo
SANTOS: Gilmar; Geraldino, Mauro, Calvet, Dalmo; Zito, Lima; Dorval, Coutinho, Pelé, Tite (Toninho Guerreiro)
Téc: Lula
BOTAFOGO: Manga; Joel, Zé Carlos, Nilton Santos, Rildo; Élton, Aírton; Amoroso, Quarentinha, Jair Bala, Zagallo
Téc: Danilo
GOLS: Jair Bala, Pelé

BOTAFOGO 0-4 SANTOS – 28.08.1963 – Maracanã, Rio de Janeiro
BOTAFOGO: Manga; Joel, Zé Carlos, Nilton Santos, Rildo; Élton, Aírton; Garrincha, Amoroso, Quarentinha, Zagallo (Jair Bala)
Téc: Danilo
SANTOS: Gilmar; Geraldino, Mauro, Calvet, Dalmo; Zito, Lima; Dorval, Coutinho (Almir), Pelé, Pepe
Téc: Lula
GOLS: Pelé (3), Lima

3. Flamengo x Atlético Mineiro, 1981 (fase de grupos e jogo-desempate)

Foram três jogos entre Flamengo e Atlético na Libertadores de 1981, e o terceiro deles permanece até hoje como um dos mais polêmicos da história do futebol brasileiro. Comecemos pelo começo. Os times fizeram a decisão do Campeonato Brasileiro de 80, jogos carregados de tensão, e traziam a chama da rivalidade acesa desde então. Como era de praxe na Libertadores naquela época, foram agrupados em uma chave binacional, o grupo 3, com os paraguaios Cerro Porteño e Olimpia. Como prova do nível acirrado de disputa entre os dois times brasileiros, os dois encontros regulamentares entre eles terminaram no mesmo 2-2. Ambos encerraram a primeira fase iguais em pontos. Como apenas o campeão de cada grupo se classificava, e não havia previsão de critérios de desempate no regulamento da competição, foi necessário realizar um jogo extra, em campo neutro, para decidir a vaga. O local escolhido foi o Serra Dourada, em Goiânia, cujo gramado estampava um incompreensível padrão geométrico para a ocasião. O jogo foi nervoso, truncado, cheio de faltas – e não terminou. Numa confusa e controversa sequência de eventos, o árbitro José Roberto Wright expulsou quatro atleticanos em seis minutos ainda no primeiro tempo, deixando o Galo no limite de jogadores necessários para continuar a partida. Revoltados, os remanescentes da equipe abandonaram a partida. Assim, apito final e vitória automática do Flamengo. A classificação seria mais um passo rumo ao título rubro-negro daquela Libertadores.

FLAMENGO 0-0 ATLÉTICO MINEIRO – 21.08.1981 – Serra Dourada, Goiânia
FLAMENGO: Raul; Carlos Alberto, Figueiredo, Mozer, Júnior; Leandro, Adílio, Zico; Tita, Nunes, Baroninho
Téc: Paulo César Carpegiani
ATLÉTICO: João Leite; Orlando, Osmar Guarnelli, Alexandre, Jorge Valença; Chicão, Toninho Cerezo, Palhinha; Vaguinho, Reinaldo, Éder
Téc: Carlos Alberto Silva
EXPULSÕES: Reinaldo, Éder, Palhinha, Chicão

2. Internacional x São Paulo, 2006 (final)

Foi a segunda final da Libertadores entre times do mesmo país, a segunda entre brasileiros e a segunda consecutiva. Como consequência, foi um jogo que provocou uma mudança no regulamento do torneio. Após duas edições com os brasileiros monopolizando a decisão, a Conmebol determinou que, sempre que dois times do mesmo país chegassem à semifinal, eles teriam que se enfrentar, independentemente do chaveamento. Antes dessa determinação, porém, Inter e São Paulo decidiram a Libertadores de 2006 em dois bons jogos, em que o Colorado exerceu domínio incontestável e, como eternizou o locutor Pedro Ernesto Dernardin, da Rádio Gaúcha, “rasgou a camisa do São Paulo e pisou em cima”. Vale lembrar que o tricolor era o atual campeão continental e mundial, e favorito para bisar a conquista. Já no Morumbi, na ida, vitória gaúcha, com destaque para o atacante Rafael Sóbis, autor de dois gols. O São Paulo até tentou correr atrás na segunda partida após sair em desvantagem, mas uma falha do ídolo Rogério Ceni quando o momento do jogo parecia bom acabou enterrando as esperanças. O Inter pôde comemorar em casa sua primeira Libertadores, que inaugurou um período de muito sucesso do clube fora das fronteiras. O São Paulo pode ter perdido a Libertadores, mas certamente encontrou consolo no tricampeonato brasileiro que se seguiu.

SÃO PAULO 1-2 INTERNACIONAL – 09.08.2006 – Morumbi, São Paulo
SÃO PAULO: Rogério Ceni; Fabão, Lugano, Edcarlos (Aloísio); Souza, Josué, Mineiro, Júnior; Danilo (Lenílson); Leandro (Richarlyson), Ricardo Oliveira
Téc: Muricy Ramalho
INTERNACIONAL: Clemer; Bolívar, Edinho, Fabiano Eller; Ceará (Wellington Monteiro), Fabinho, Tinga, Jorge Wagner; Alex (Índio); Fernandão, Rafael Sóbis (Michel)
Téc: Abel Braga
GOLS: Rafael Sóbis (2), Edcarlos
EXPULSÕES: Josué, Fabinho

INTERNACIONAL 2-2 SÃO PAULO – 16.08.2006 – Beira-Rio, Porto Alegre
INTERNACIONAL: Clemer; Bolívar, Índio, Fabiano Eller; Ceará, Edinho, Tinga, Jorge Wagner; Alex (Michel); Fernandão, Rafael Sóbis (Ediglê)
Téc: Abel Braga
SÃO PAULO: Rogério Ceni; Fabão, Lugano, Edcarlos (André Dias); Souza, Mineiro, Richarlyson (Thiago), Júnior; Danilo (Lenílson); Leandro, Aloísio
Téc: Muricy Ramalho
GOLS: Fernandão, Fabão, Tinga, Lenílson
EXPULSÃO: Tinga

1. Palmeiras x Corinthians, 2000 (semifinal)

Cerca de um ano depois de seus duelos eliminatórios pela Libertadores de 1999, Palmeiras e Corinthians voltavam a se encontrar no mata-mata continental, desta vez uma fase adiante, e por vaga direta na final. Ambos os times estavam maiores: o Verdão era o atual campeão da América do Sul, defendendo seu título; o Timão vinha do bicampeonato brasileiro. Poderia ser a revanche alvinegra ou o puro deleite alviverde. As fichas em jogo eram mais numerosas. E o confronto fez jus, com um total espantoso de 12 gols nos dois jogos – seis para cada lado. A primeira partida já foi eletrizante: depois de o Corinthians (dono do mando de campo) abrir vantagem de 3-1, o Palmeiras conseguiu buscar o empate, só para ver o volante Vampeta, aos 45 do segundo tempo, retomar a ponta e garantir a vitória corintiana. Precisando vencer a volta, o Palmeiras abriu o placar na segunda partida mas tomou a virada. Na base da superação, porém, Alex e Galeano marcaram para salvar as esperanças alviverdes. Placar fechado em 3-2. Se houvesse a regra do gol qualificado, a vaga já era do Palmeiras, por ter marcado mais fora de casa. Como só o que valia era o saldo de gols, a conclusão ficou para os pênaltis. Boa recordação para palmeirenses: no ano anterior, Marcos brilhara. Não foi tão rápido dessa vez, já que todos os jogadores acertaram suas cobranças de ambos os lados. No derradeiro chute, Marcelinho Carioca, maior ídolo do escrete corintiano e especialista em bolas paradas, foi confrontar Marcos, o santo palmeirense com fama de muralha. Marcelinho disparou no pé da trave direita; Marcos pulou certo e bloqueou. Defesa que conduziu o Palmeiras à final mais uma vez, rejeitando o principal craque do maior rival. Um dos grandes momentos da história do time palestrino, do Dérbi Paulistano e da Copa Libertadores.

CORINTHIANS 4-3 PALMEIRAS – 30.05.2000 – Morumbi, São Paulo
CORINTHIANS: Dida; Daniel (Índio), Fábio Luciano, Adílson, Kléber (Édson); Vampeta, Edu, Ricardinho, Marcelinho Carioca; Edílson, Luizão (Dinei)
Téc: Oswaldo de Oliveira
PALMEIRAS: Marcos; Neném, Argel, Roque Júnior, Júnior; Galeano, Rogério (Marcelo Ramos), César Sampaio, Alex; Euller, Pena
Téc: Luiz Felipe Scolari
GOLS: Ricardinho, Júnior, Marcelinho Carioca, Edílson, Alex, Euller, Vampeta

PALMEIRAS 3-2 CORINTHIANS – 06.06.2000 – Morumbi, São Paulo
PALMEIRAS: Marcos; Rogério, Argel, Roque Júnior, Júnior; Galeano, César Sampaio (Tiago Silva), Alex; Euller (Asprilla), Pena (Luiz Cláudio), Marcelo Ramos
Téc: Luiz Felipe Scolari
CORINTHIANS: Dida; Daniel (Índio), Fábio Luciano, Adílson, Kléber; Vampeta, Edu, Ricardinho, Marcelinho Carioca; Edílson, Luizão (Dinei)
Téc: Oswaldo de Oliveira
GOLS: Euller, Luizão (2), Alex, Galeano

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